domingo, 5 de fevereiro de 2012

Não vi Pelé, mas...

Domingo à tarde, o clima já diz tudo: dia de futebol. O Paulistão segue morno para o primeiro clássico do ano: Santos x Palmeiras, em Presidente Prudente. Muita história em campo, história de dois times que nas décadas de 60/70 fizeram alguns dos melhores jogos de campeonato estadual do Brasil. O Santos de Pelé era uma verdadeira seleção, enquanto o Palmeiras de Ademir da Guia se erguia e fazia frente àquele time. Não vivi nada disso. Nascido e criado na década de 90, tudo o que sei desses times são histórias.
Histórias essas que contam como Pelé, ao lado de outros grandes nomes como Pepe, Coutinho e Zito impunham verdadeiros massacres contra aqueles que jogassem contra o Santos. 6x0 era rotina. Não podiam terminar em outro lugar, senão campeões mundiais por duas vezes seguidas. Também contam como a Academia de Futebol, de craques como Ademir da Guia, Luiz Pereira, Leivinha e Djalma Santos jogava um futebol de classe, levando o Palmeiras, dentre alguns títulos estaduais, à conquista do bicampeonato brasileiro, sem falar nas Taças Brasil e Robertões. Sem dúvida eram grandes times... Mas isso é tudo que sei sobre eles. Não sei a cor da chuteira que o Pelé usava. Não sei o que tinha escrito na do Coutinho. Não faço a mínima idéia do corte de cabelo preferido do Ademir, e tampouco da grife de roupas preferida do Luiz Pereira.
Nesse clássico de hoje, já não sei muito sobre o futebol. Mas eu sei que a chuteira do Neymar é roxa, personalizada com o nome dele. Sei que ele faz aniversário. Sei que ele gosta de parecer um coqueiro. Sei que ele faz dancinhas importantíssimas após os gols, mudando o resultado do jogo. Sei até que ele bebe Guaraná Antarctica. É só do futebol mesmo, que eu não sei muito. Estar lá, ele até estava: tímido, dando as caras uma vez ou outra. Mas hoje em dia não é ele que dá audiência...
Não vi Tostão, nem Sócrates. Não vi Serginho Chulapa, Roberto Dinamite ou Garrincha. Mas eu vi Neymar, e sua chuteira roxa...