Às vezes eu me pego imaginando o que seria a morte.
Ultimas palavras, ultimo suspiro, velhice, uma bala, um acidente, juventude.
A vida é tão grande, os homens, desde o começo, indagam sobre ela, o sentido da vida, o porque da existência, e no fim de tudo, o que acontece?
Não sou das pessoas que se conformam com os mitos, a morte é bonita, é curiosa, é misteriosa, é sombria, é dramática, um simples mito, inventado, mal feito, não explica o quão perfeita a morte é.
Não acredito que exista um céu, que as crianças viram anjinhos e as pessoas que foram “boas” durante a vida ficam lá, a eternidade pulando entre nuvens brancas sempre com um sorriso no rosto, ou que as pessoas que foram “más” vão pra um inferno, e ficar lá, queimando pelos seus pecados, o resto da eternidade.
Pode ser que a teoria dos espíritas esteja certa, nos morremos, e ressuscitamos, em outro corpo, outra vida. Seria uma grande de uma sacanagem, você vive uma vida inteira, é feliz, infeliz, sofre, chora, ri, conquista objetivos, tem perdas, tem uma grande quantidade de momentos bons e ruins pra lembrar, e uma hora, sua vida acaba, e tudo aquilo é esquecido, ao longo dos anos é apagado, depois de alguns séculos é como se você não tivesse existido, porque então? Seria o objetivo da vida tentar fazer algo grandioso pra que se lembrem de você por milhares e milhares de anos?
Seria a morte um vazio, onde sua alma existe numa imensidão, sozinha? Ou um vazio onde sua alma existe com outras almas, vagando, pelo eterno nada? Vagar pelo mundo, ver pessoas vivas, e mais pessoas vivas, fazendo tudo o que um dia você já fez? O fim de tudo, onde você simplesmente deixa de existir?
O que deve ser a morte?
O sentido pra vida?
A paz, o inferno, um novo começo ou o fim?
Pode ser que não seja nada disso.
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